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The News
A Corrupção e a Moral Espírita PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Sex, 25 de Junho de 2010 16:41

A Corrupção e a Moral Espírita.

 Gabriel Caputo Junior

 

Ao iniciar a pesquisa sobre o tema não imaginava e nem havia percebido a indelével interdependência existente nos títulos, controle da corrupção e a moral Espírita.

Iniciaremos com o enfoque sobre Corrupção, e, no decorrer a conexão com a Moral Espírita . A Corrupção trata-se de um mal que infelizmente  acompanha e faz parte da história mundial desde quando o ser humano começou a se organizar em sociedade.

O termo corrupção é muito abrangente na língua portuguesa e culturalmente essa conduta  atinge níveis absurdos entre os brasileiros, porque  a nossa sociedade é tolerante e conivente.

Direcionei o trabalho para retratar a corrupção na Administração Pública, onde os atos dos agentes públicos e suas conseqüências, engenhosamente praticado,  formando um sistema organizado e lucrativo, existentes em alguns órgãos  públicos.

Existem alguns agentes públicos, que usam seus cargos principalmente para práticas ilícitas, são especialistas em levar vantagens sobre uma situação e  encima  do indivíduo envolvido na questão. São os corruptos profissionais, que dormem e acordam sintonizados no Sistema, usam e manipulam a maquina estatal, controlam até a mídia para obterem sucesso em suas empreitadas.

Os principais corruptos brasileiros são os agentes públicos, entre eles se destacam os

 políticos, pela relevância dos cargos e a influência nos demais setores dos governos, diria que são a essência do Sistema, fomentando a corrupção em todas as esferas das administrações públicas.

Situação que infelizmente é conhecida  e notória, até  para os mais ignorantes da nossa sociedade.

Quando na verdade a principal  e mais importante tarefa destes agentes deveria ser,  gerir o bem comum, ou seja, prestar serviços à sociedade, ou, administrar a coisa pública, cuidando do bem estar do cidadão.

A União, as  unidades federativas, os municípios possuem um sistema Político Jurídico organizado, o “governo”, a “Administração Pública”, com um agente público que é a autoridade máxima, o chefe da administração pública, o governante. Este, com sua equipe, tem o poder-dever de determinar e realizar todas as operações necessárias para a obtenção de resultados positivos, em todas as áreas de sua atuação, visando à manutenção do bem comum e o perfeito funcionamento da máquina Estatal.

Nos sistemas corruptos, os agentes públicos trocam a finalidade real de suas atribuições, que é  a prática de ações voltadas para o  “Bem Comum”, por  ações visando principalmente  interesses particulares,  escusos  a Administração Pública, usam seus cargos e a máquina estatal para conseguirem alcançar seus objetivos espúrios.

Sabemos que a corrupção é coisa remota, em certo período, nos tempos do Império do Brasil, a corrupção na corte foi criticada e satirizada na imprensa da época por meio das chamadas “quadrinhas”, em razão da conduta do Tesoureiro-Mor, Visconde de São Lourenço, uma delas: “ Quem furta pouco é ladrão, quem furta muito é barão, quem mais furta e mais esconde, passa de barão a visconde”.

O escritor  Edmundo Oliveira em sua obra “Crimes de Corrupção”, 1991, Ed. Forense, menciona:  “ ‘A observação criminológica mostra que a Corrupção não é um mal de nascença, é uma decomposição do indivíduo. A luz da razão vai se apagando e a força do caráter vai se desvanecendo, a medida que o homem se entrega aos vícios.’...

‘A corrupção revela-se adquirida, não atinge toda a alma do corrupto, a natureza humana foi nele poluída mas não extinta, a regeneração pode ocorrer, é natural do ser humano, graças a Deus’ ”. 

 

 

Fato curioso em relação à corrupção é que ela procede de duas maneiras antagônicas:

1 – Criação de dificuldades,

2 -  Oferecimento de facilidades.

 Na verdade estes dois procedimentos estão entre os segredos do êxito nas ações dos corruptos.

A corrupção atinge os dois extremos sociais, os com a dor da penúria e os com a paixão pela riqueza.

Edmundo Oliveira define que a moral é a ciência do bom comportamento, é arte de conduzir-se honestamente. Eu complemento que a Corrupção é a ciência do mal comportamento, é a arte de conduzir-se desonestamente.

“O homem de bem é o atleta do espírito, que se exercita permanentemente na luta diária com pequenas vitórias.” Edmundo Oliveira.

“A fraqueza moral, como fator causal da corrupção, juntada a impunidade, que é o fator ocasional, apagam o receio e acendem a ousadia”. E.O.

Contrariamente a pessoa com a moral forte, ativa, obstrui a conduta corrupta, preserva a ética, estabelece a probidade individual.

Nesse diapasão devemos destacar aquele funcionário subalterno que apesar das dificuldades da vida, repele  diariamente as ofertas de suborno, é um verdadeiro herói, revela alto grau de moralidade, e ainda com esta atitude poderá ajudar até mesmo a edificar o corruptor.

Para aqueles que já são viciosos só há uma saída, é adoção de novos hábitos, com base em estruturas Cristãs, assim procedendo poderão evoluir se burilando interiormente e bloqueando a recidiva.

Infelizmente a Administração Pública além da conivência, prepara um tipo de armadilha para envolver aqueles que ainda não fazem parte dos sistemas corruptos, principalmente o(a)s jovens funcionários recém admitidos em determinados setores públicos.

Muitas vezes mesmo aqueles que não pretendiam se corromper, acabam cedendo, devido encontrar pessoas,  instrumentos e  ambiente propício as falcatruas, principalmente aqueles que não possuem uma formação sólida, moral elevada, caráter integro, será presa fácil, logo passará a fazer parte do “time” dos corruptos.

Destarte, os que não cederem provavelmente passarão a sofrer um tipo de marginalização, pois irão fazer parte de uma minoria indesejada nesses determinados setores ou órgãos, mas concomitantemente estarão de bem com a vida, com Deus,  farão parte do “comando”  de Jesus Cristo.

Os que cedem e vivem ativamente  a corrupção, correm, correm, para alcançarem bens terrestres e esquecem que não há como guardá-los para sempre. Relaxam no trato com os familiares, com a Moral, com a Divindade.

Acredito que para o indivíduo ser um bom funcionário público, um bom policial, tem que ter uma qualidade especial, gostar de gente. Se não gostar de pessoas, não vai conseguir realizar um trabalho de qualidade.

Agora para fazer parte de uma elite de Agentes Públicos, um comando especial, ele deverá ser como o sal, que é incorruptível, mesmo misturado a qualquer outra substância, não se corrompe, ele sempre se sobressai. É como o sal que devemos ser. Isso nos ensinou nosso mestre Jesus.

Inconformado com a Corrupção desenfreada, a decadência da sociedade, a fraqueza Moral das pessoas, em reflexão, me surgiram duas idéias, diria até utópicas, mas com a finalidade de fazer algo para profilaxia da moral das pessoas, pois curando o indivíduo, cura-se a sociedade.

A primeira idéia trata-se do desenvolvimento por cientistas de um “sensor-chip”, que seria  colocado no corpo da pessoa, talvez ligado no Sistema Nervoso Central e interligado a uma central externa, através de algum sinal tecnológico, onda, satélite, ou outro mecanismo qualquer.

Funcionaria da seguinte forma: Se o sujeito que recebeu o “sensor”, pensasse ou manifestasse algum desejo de praticar alguma conduta não digna, como a corrupção, o sensor receberia um sinal do seu sistema emocional e  após algumas analises daquela informação, se fosse conveniente, enviaria um alerta a uma  central externa de controle, que funcionaria como um órgão corregedor.  A formalização do  procedimento se tornaria uma maneira de controle e prevenção à má conduta das pessoas.

No setor público, seria colocado em determinados agentes públicos para ajudar na prevenção  e combate a Corrupção.

A segunda idéia é o desenvolvimento em laboratórios de uma substância capaz de inibir o desejo dos indivíduos  de praticarem atos imorais, indignos, anti-éticos, ilegais, seria ótimo. Poderia ser ministrado às pessoas em pílulas ou vacinas e também seria um potente aliado na prevenção e combate a Corrupção.

Tenho consciência que são idéias consideradas utópicas, mas no futuro quem sabe, pois seria a Ciência atuando em prol do progresso moral dos homens, e esse progresso moral, faz parte dos desígnios de Deus.

Bem, mas na verdade nós já possuímos um “sensor”, natural que nos foi dado por Deus, que é a nossa inteligência, nossa consciência, nosso pensamento. E também já produzimos a tal “substância inibidora”, que é a energia a vitalidade, a sabedoria, o amor, a Fé raciocinada, efetivada naturalmente através do Espírito Santo, formando o senso preventivo entre o bem e o mal.

“O homem de bem é um grande artista que se esforça por burilar-se, sua obra prima é ele próprio”. Edmundo Oliveira.

Na Psicologia sob o prisma da saúde mental, alguns profissionais entendem que as características apresentadas pelo corrupto profissional, tais como o desvio de caráter, omissão de afetos verdadeiros, insanidade moral, etc. Também estão presentes entre os sintomas apresentados pelos indivíduos com Transtorno de Personalidade Anti-social, ou Sociopatia.

Estou falando do indivíduo corrupto que passa o tempo todo pensando em levar alguma vantagem sobre seu próximo, visando algum lucro, consciente da ilicitude que permeia seus atos, quando não consegue considera que seu dia não foi bom, fica triste, decepcionado.

Para estes profissionais da Psicologia, a psicoterapia consegue obter razoável sucesso nos tratamentos dos sociopatas, funciona com o resgate  dos arquétipos dos valores morais, visando a instalação de um comportamento social mais adequado.  

A visão Espírita ou a Moral Espírita adota o conceito que a corrupção é o mesmo que depravação, devassidão, é tudo que contraria a Moral dominante e os conceitos de convivência correta, sadia e de respeito recíproco.

Destarte, tanto o corruptor como o corrompido, são espíritos moralmente atrasados, razão pela qual são presas fáceis da corrupção estarão sempre obsidiados, não conseguem reagir.

Ensinam os Espíritos Superiores que o progresso moral nem sempre segue o progresso intelectual. Mais vale um analfabeto que preza a moral e a prática do bem naturalmente, do que o intelectual voltado para o mal, e para o próprio benefício. (Lei do Progresso,questão 776, Livro dos Espíritos).

O Livro dos Espíritos em seu livro terceiro, traz as Leis Morais, ou Leis da Alma, Leis Divinas ou Naturais, que englobam um leque de dez Leis, indicando, fornecendo orientações gerais para a melhoria do Ser e da Sociedade.

Com base em lições de Jesus Cristo, na questão 919 do L. dos Espíritos, os espíritos superiores ensinam que a perfeição moral só se alcança com a prática do bem, sacrificando-se o interesse pessoal em benefício do semelhante, de modo desinteressado, sem esperar recompensas.

A Moral Espírita é a Moral de Jesus, a Moral dos bons costumes, bons sentimentos, com o objetivo do aperfeiçoamento do ser e da dignidade espiritual perante Deus, pela prática contínua e diária do bem.

“A busca incessante do Bem comum “, é um dogma que se traduz no elo que encontrei para  demonstrar a interação entre as duas partes do tema.

Na Moral espírita este conceito “A busca incessante do Bem comum”, ou seja,  “prática de caridade”, termo que  sintetiza os objetivos do Kardecismos, é um de seus  pilares de sustentação.

Na Administração Pública é também o conceito principal, perfeito para o combate a corrupção, para restauração da finalidade precípua , que é a prática de atividades engajadas ao Bem Comum, por todos os Agentes Públicos.

Ficamos então com seguinte contexto: Perante a Moral Espírita, bem comum é sinônimo de Caridade, e na Administração Pública é o código perfeito de incentivo à lisura e  qualidade na prestação de serviços públicos.

Sustentabilidade Espiritual é um termo que gosto de usar, congrega muita consistência, traduz-se na busca permanente da Dignidade perante Deus, na Fé Raciocinada, de amor ao próximo, de caridade, de socorro ao “Bem”, de resistência aos desafios que enfrentamos diariamente em relação a Moral e aos bons sentimentos, em razão da sociedade enfraquecida que fazemos parte.

Encerro com a frase que entendo deva fazer parte de nossa rotina, de nossa existência, “Prática de atos que nos levam a busca incessante do Bem comum”.

 

 

 

Última atualização em Sex, 25 de Junho de 2010 17:20
 
A deficiência e a deficiência moral ante o espiritismo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Bismael Batista de Moraes   
Qua, 31 de Março de 2010 16:01

A deficiência e a deficiência moral ante o espiritismo

 

Pergunte a quem tenha em sua família uma "pes­soa com algum tipo de deficiência" ou indague-se deste mesmo, quais foram ou continuam sendo suas principais agruras, na convivência diutuma no seio da sociedade, em especial quando se defrontam com aqueles que sempre "querem levar vantagem em tudo" ou "não movem uma palha" pelo semelhante... As surpresas, por certo, serão muitas: nas ruas, nas calçadas, nos trens, nos ônibus, nos metrôs, nos navios, nos barcos, nos aviões, nas escolas, nos bares, nos restauran­tes, nos supermercados, nos ginásios esportivos, nos campos de futebol, nos cinemas, nos teatros, nos banheiros, nos sanitários, enfim... em todos os lugares onde suas atividades essenciais necessitem de alguma acessibilidade, facilidade ou adaptabilidade para serem exercidas.

Não bastam as bengalas, as muletas, as cadeiras de ro­das ou motorizadas, os assentos anatômicos, os elevadores para cadeirantes e pessoas com deficiências visuais, ou até automóveis com adaptações; faz-se essencial o exercício da fraternidade, do respeito e da consideração às "pessoas com deficiências", por parte dos materialmente e moralmente "sãos" Quem ocupe o lugar do "necessitado especial", no ônibus ou no metrô, ou sua vaga no estacionamento da rua, do shopping ou do supermercado, além de faltar com a cida­dania, é sem dúvida, uma pessoa com "deficiência moral". De longa data, graças ao trabalho de pessoas sérias e abne­gadas, (que ainda existem), a "deficiência" (de membros e/ou órgãos corporais) não é mais um "problema" dito "msolúvel", pois a ciência, a pesquisa e a tecnologia têm derrubado obs­táculos que, durante muito tempo, pareciam intransponíveis. O intelecto ou a inteligência, em verdade, não decorrem da condição física. O corpo nada sabe, porque, feminino ou masculino, é passageiro e efêmero, como instrumento sensorial e instintivo de aprendizado; "todo o conhecimento", porém, "se dá pelo espírito", o "ser inteligente da natureza", que não tem sexo e é imortal, regido por leis naturais (que são eternas e imutáveis, pois não foram criadas nem podem ser revogadas pelo ser humano), através de tantas existên­cias quantas se fizerem necessárias ao progresso de cada indivíduo. Por isso, já vai longe a "dependência absoluta" da "pessoa com deficiência"; essa "dependência" é "relativa" e, em muitos casos, há total "independência de atos" para a pessoa carente ou privada de alguns movimentos, graças à educação, à evolução técnica e a compreensão dos seres humanos mais sensíveis.

Entretanto, no dia a dia, muitos são ainda os atropelos com


que se defrontam as pessoas com defi­ciências, ou as erroneamente chamadas com "necessidades especiais". Embora, via de regra, camuflado, o preconceito é um vício social terrível que afeta as pessoas moralmente atrasadas, faltas de bom senso - que se omitem ou "dão de ombros" - como se não pertencessem à sociedade da qual todos fazemos parte. São as mesmas pessoas que usam ou aceitam comentários jocosos, gracejos impróprios, com os serem humanos diferenciados, como: "maneta", "perne­ta", "cegueta", "aleijadinho", "gaguinho", "trabolho", entre outros tantos... e só mudam seu comportamento quando a lei natural de ação e reação os coloca diante de um familiar que, por um fator hereditário, um crime ou um acidente, sofre um revés existencial e também passa a ser "tratado" desta mesma for­ma preconceituosa como ele o fazia antes !

A quem se predisponha a estudar, sem dúvida, aprenderá que o "Espiritismo é a doutrina da fé raciocinada" (não decorada, não imposta) e que, por ela, cabe a todo ser humano descobrir, através de provas e expia-ções nas muitas vidas, como ho­mem ou mulher, negro, branco, amarelo ou ver­melho, letrado ou analfabeto... que o bem e o mal são momentos de aprendizado na caminhada da evo­lução moral de cada pessoa, independentemente de raça, cor, sexo, religião, costumes, posição socai, econômica ou geográfica, de que seja ou em que esteja, ou tenha es­tado. E cada ser humano, jovem ou idoso, encontra-se na altura moral do próprio espírito. 0 corpo nada sabe - repetimos - e só o espirito... ele é o ser inteligente da Natureza. E o grande passo para a evolução de cada um é, primeiro, conhecer a si mesmo e aprender a conviver com os semelhantes, independentemente da sua condição. Porque, diante das leis naturais e eternas, nós somos pequenos aprendizes.

A máxima popular, costumeiramente repetida, afirma que: "quem não vive para servir, não serve para viver". Embora não devamos radicalizar, tomando por base a lição do Cristo, de que: "devemos sempre perdoar"... poderíamos dizer que toda pessoa que, podendo pres­tar auxílio ao necessitado, mas, por insensibilidade, deixa de fazê-lo é, no mínimo, um espírito ainda obtuso, quando não seja um obsessor encarnado e enrustido, que se compraz com o sofrimento alheio, pouco ligando para os sacrifícios do semelhante! E, no que tange à doutrina espírita, como já o sabemos, a Terra é planeta de provas e expiações. Assim, todas as alegrias e os prazeres, bem como as tristezas e as vicissitudes em geral dos seres humanos, podem ser explicados, com base na ciência e na ponderação filosófica, no estudo sério das vidas sucessivas. Se, por algum preconceito ou qualquer outro vício moral, os opositores não quiserem ler a "Introdução ao Estudo de Doutrina Espírita", de Allan Kardec, leiam sobre o assunto o que escreveram os estrangeiros Leon Denis, Gabriel Delanne, Ernesto Bozzano, Fernando Ortiz e outros, ou, no Brasil, Carlos Imbassahy, Deolmdo Amorim, José Herculano Pires, Martins Peralva e tantos mais.


Finalmente, não pode dizer-se "cristão e temen­te a Deus", em verdade, aquele ser humano que agasalhe em si o preconceito, essa falha moral dolo­rosa, que se tra­duz como ignóbil falta de caridade, como insensibili­dade irrefletida e ferina. Mas o mal não poderá crescer onde se acredita no bem, neste persistindo, mesmo nos instantes mais difíceis da vida.

Quando o Cristo nos aconselhou a "conhecer a ver­dade, que esta nos libertará", concedeu-nos a chave para abrirmos todas as portas do progresso, pelo nosso esforço. E, de acordo com "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, no Capitulo V: "desde que admitamos a existência de Deus (causa primária e inteligência suprema), e sabendo-o todo poderoso, todo justiça, todo bondade (pois sem isso não seria Deus); e, sendo Deus soberanamente bom e justo, não pode agir por capricho ou parcialidade, as vicissitudes (sofrimentos) da vida têm, então, uma causa; e, como Deus é justo, essa causa deve ser justa; eis o que cada um deve compenetrar-se".

Não nos devemos deixar influenciar negativamente, mas buscar descobrir nossa capacidade espiritual e cultivar o PERDÃO; assim, as dores serão menores e os males se dissiparão. E, como ensina o Espírito Ern-manuel, na psicografia de Chico Xavier: "nosso corpo espiritual, em qualquer parte, refletirá a luz ou a treva, o céu ou o inferno que trazemos em nós mesmos".

Cada um de nós recebe segundo o próprio mereci­mento, até que, vida após vida, com amor e perseve­rança, alcance o progresso moral.

Muita paz a todos.

Bismael Batista de Moraes
Última atualização em Qua, 31 de Março de 2010 16:16
 
QUEM FOI RAPHAEL AMÉRICO RANIERI? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Qua, 31 de Março de 2010 15:30

QUEM FOI RAPHAEL AMÉRICO RANIERI?

(Resumo da palestra proferida em junho de 2003 na União dos Delegados Espíritas de São Paulo, pelo Delegado Manoel da Cunha)

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores, Prezados Colegas,

Honrado com o convite para falar nesta União dos Delegados Espíritas, escolhi discorrer sobre o nosso colega, já desencarnado, Raphael Américo Ranieri, com o qual convivi em certa fase da minha carreira policial.

Ranieri nasceu em Belo Horizonte em outubro de 1919 e desencarnou em Guaratinguetá em 28 de maio de 1989, antes de completar 70 anos de idade.

Era o tipo do mineiro simples, bom e contador de "causos".

Tornou-se espírita após a morte repentina de sua primeira filha, Heleninha, com 3 anos de idade, após o que, fenômenos estranhos passaram a ocorrer em sua casa, denunciando a presença da menina.

Era cético. Mas sua esposa, inconformada com a perda da filha, ficou muito impressionada e foi aconselhada por uma amiga a procurar um centro espírita, ao qual ele a levou, depois de muita insistência. Acabou tendo a comunicação da filha, de maneira a não duvidar da sua autenticidade.

Assim, passou a estudar a Doutrina Espírita e descobriu-se médium intuitivo e psicógrafo.

Escreveu, ao longo de sua vida terrena, 28 livros doutrinários, dentre os quais se destacam "Materializações Luminosas" e "Forças Libertadoras".

Participou de trabalhos de materializações com o famoso médium Peixotinho e até com a presença de Chico Xavier, os quais registrou, com pormenores, nas duas obras citadas.

Na década de 1950, ajudou fundar em Belo Horizonte a "OSCAL" - Organização Social Cristã André Luiz, também conhecida por Movimento da Fraternidade, que fundou vários Grupos em todo o Brasil, dedicados a trabalhos experimentais de materialização de espíritos, voltados para a cura de enfermos.

Bacharel em Direito pela Universidade de Minas Gerais, também no final da década de 1950 foi nomeado Delegado de Polícia no Estado de São Paulo, tendo servido em várias cidades, sempre participando de atividades espíritas, inclusive como palestrante.

Designado Delegado Regional de Polícia de Guaratinguetá, talvez por influência da Espiritualidade Superior, para contrabalançar as forças contrárias de Aparecida, soube conviver com os adversários do Espiritismo naquele núcleo de grande influência católica, angariando respeito e consideração.

Voltado para a assistência aos mais necessitados, utilizou os parcos recursos de transporte da sua repartição para conduzir doentes para internações e tratamentos em São Paulo, numa época em que as prefeituras não davam essa assistência e as pessoas, em desespero, acabavam buscando a Delegacia de Polícia.

Em 1968, em pleno regime militar, com o bi-partidarismo ARENA e MDB, foi eleito prefeito de Guaratinguetá por este último partido, tornando-se também um líder político respeitado na região, tanto que, em 1974, foi eleito deputado estadual, com expressiva votação. Desiludido com a política, não se candidatou à reeleição, reassumindo suas funções policiais em São Paulo.


De dezembro de 1958 a janeiro de 1965, fui Escrivão de Polícia em Piquete, cidade integrante da antiga Regional de Guaratinguetá. Ao saber-me espírita, Ranieri, meu chefe mediato, convidava-me para participar de trabalhos de materializações no Grupo da Fraternidade "Carmen Cinira", em Cruzeiro, que fundou juntamente com o tabelião e compositor espírita João Cabete.

Ranieri fundou também o Grupo da Fraternidade Irmão Altino, em Guaratinguetá, que funciona até hoje e desenvolve um grande trabalho de assistência material e espiritual na cidade, além de manter a Editora da Fraternidade.

Ranieri era uma pessoa bem humorada, que dava prazer em privar de sua companhia.

Sua partida repentina, por um derrame cerebral, causou consternação naqueles que o conheciam e com ele participava de trabalhos no Grupo da Fraternidade Irmão Altino.

Obs.: O palestrante narrou, na ocasião, alguns casos interessantes ocorridos com o Ranieri, envolvendo fatos e fenômenos espíritas, e exibiu também algumas transparências sobre o resultado de trabalhos de materializações constantes do livro "Materializações Luminosas".

 


Última atualização em Qua, 31 de Março de 2010 16:00
 
12° Encontro PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Dom, 13 de Setembro de 2009 17:57

12ª ENCONTRO ANUAL DA UDEsp


A UDEsp - União dos Delegados Espíritas, promove seu 12° encontro anual em 22 de outubro de 2009 Todos os anos desde sua fundação, Delegados de Polícia profitentes do Kardecismo, proferem palestras de interesse policial sempre sob a ótica da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec no século XIX.

 

Neste ano o palestrante é o Dr. João Demétrio Lorichio. delegado de polícia, escritor, palestrante e conselheiro do Centro Espírita Nosso Lar/Casas André Luiz. O tema será "A ECOLOGIA E AS CALAMIDADES". Assunto de interesse coletivo que, sob a ótica espírita nos revela mais importante ainda ao sabermos que, voltaremos à Terra em outras encarnações e encontraremos o meio ambiente resultado de nossas próprias atitudes anteriores.

Assim, convidamos todas a pessoas, não só policiais, que se interessam pelo assunto para esta esclarecedora palestra do nosso irmão e colega João Demétrio.

O local da palestra é o auditório da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, na Av. Ipiranga, 909, 9° andar, Centro- São Paulo-SP. Com início às 19:30 horas.

 

Muita paz à todos

João Francisco Crusca
Presidente UDEsp

 

 

Última atualização em Seg, 12 de Outubro de 2009 21:12
 
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Escrito por Administrator   
Sáb, 12 de Setembro de 2009 16:54

 

 

Última atualização em Dom, 13 de Setembro de 2009 18:21
 
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