| A CIÊNCIA |
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| Escrito por João F. Crusca |
| Seg, 18 de Maio de 2009 14:12 |
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A natureza não dá saltos, isto é pacifico, por isso não existe um momento exato no qual possamos estabelecer o início ou o fim de alguma coisa, principalmente quando dizem respeito a mudanças sociais. O homem é um espírito preso ao seu estágio de desenvolvimento e vai se libertando proporcionalmente à sua evolução espiritual. Este crescimento espiritual é obtido por intermédio da assimilação das leis divinas pelo espírito conforme vivencia as conseqüências de suas atitudes. Não sabemos a diferença do bem e do mal do certo e do errado, mas podemos obter esta verdade recebendo em nossas vidas o mesmo que receberam nossas vítimas devido as nossas ações contra ou a favor delas. Estamos todos interligados pela lei universal por isso tudo que fizermos pensarmos com relação aos outros e a nós próprios inexoravelmente se reflete em nosso próprio universo. A única forma de sabermos se nossas atitudes foram boas ou más é sentir seus efeitos em nossa pele. Portanto quando sofremos tenhamos certeza que essa dor foi provocada por nós, não é castigo de Deus, é apenas reflexo dos nossos atos, atitudes e pensamentos. Quando recebemos uma dádiva também não é por acaso, porque só a receberemos se merecermos devido a nossa própria conduta. Como estamos presos ao tempo e ao espaço necessitamos sempre de marcos a nos localizar num ponto específico. Um dia termina outro começa, uma semana termina outra começa, um mês termina outro começa, um ano termina outro começa, uma vida termina outra começa. No início de nova existência física o ser não pode se lembrar das outras encarnações devido ao prejuízo que essa lembrança acarretaria a seu próprio desenvolvimento. Somos seres ainda pouco evoluídos e por isso temos um passado quase sempre pesado a espiar, sua lembrança poderia prejudicar o julgamento, poderia prejudicar o recomeço e o perdão. O que seria de uma família se o pai soubesse que seu pequeno filho fora o responsável anterior pela chacina sanguinolenta de todas as pessoas queridas na época? Qual a situação da casa se mãe souber que sua filha fora amante do atual marido em outra encarnação? No atual estágio humano é necessária essa prisão maior e mais exacerbada que permita ao espírito aprender lições de forma paulatina, por estágios divididos dentro de sua possibilidade de compreender. Por isso não é permitido ao encarnado lembrar-se das encarnações anteriores, estas lembranças poderiam entravar a compreensão dos fatos da vida. Por necessidade evolutiva está prisão é mais fechada quando se está encarnado num corpo físico, no qual o espírito permanece por algum tempo, tendo nele sua liberdade limitada pela condição natural da própria matéria. Só pode ver na faixa de ondas que seus olhos físicos assimilam e encaminham ao cérebro, só pode ouvir as ondas sonoras assimiladas pelo aparelho auditivo e interpretadas pelo cérebro. Enfim todos os sentidos são na verdade pequenas cavidades que permitem ao espírito perceber muito menos do que perceberia se estivesse livre da carcaça carnal. Ao desencarnar o espírito readquire sua liberdade que estava limitada pelo corpo, agora poderá ver, ouvir, sentir, perceber sem a barreira imposta pela energia condensada. Mas apesar desta parcial liberdade ainda o espírito está submetido à prisão imposta pela sua condição evolutiva. Não é porque está desencarnado que já poderá libertar-se de todo peso ainda sobre os ombros da pouca evolução. Sua condição não lhe permite alçar vôos maiores em busca de consciência acima da que pode assimilar. Obviamente não é possível à razão humana ultrapassar estes limites por enquanto. Como toda ciência tem por base a razão humana, e ela própria está limitada ao nível espiritual, ao tempo e ao espaço, nossa ciência também está circunscrita a estes limites. Ela é reduzida àquilo que se pode compreender num certo momento da história do espírito na Terra. Por isso afirmar que existe ciência exata é um exagero que a própria evolução dos paradigmas se encarrega de provar. Se for exata não pode evoluir. Como pode ir além da exatidão, da perfeição? Durante muitos séculos serviu a ciência como guia absoluto a estabelecer os rumos do planeta. Nada existia de verdadeiro a não ser aquilo que se podia provar por experiência. A prova científica estava acima do bem e do mau. A aceitação deste absurdo talvez tenha sido em conseqüência da necessidade de sair dos domínios da igreja que negava ao ser o uso de sua inteligência ao estabelecer dogmas sem base lógica. Não há dúvidas que sem ela o desenvolvimento material do planeta não teria atingido o ponto que chegou atualmente, mas ao negar a metafísica, a ciência relegou algo importantíssimo no desenvolvimento do ser humano; a sua própria consciência. A marcha humana é infinita e por isso sempre evoluímos em direção à perfeição, nada permanece a não ser a essência espiritual que, no decorrer de diversas experiências vai adquirindo conhecimento e assimilando as leis universais. No passo incessante da busca pela verdade absoluta, vamos recebendo gradativamente partes desta verdade que nos habilita a compreender melhor as coisas que nos rodeiam e assim aquilo que nos servia como ponto de partida, como norte e referência, vai perdendo sua função porquê já cumprida sua finalidade, deixa um vazio. Porque ainda não podemos andar sozinhos, ainda precisamos de um guia a no direcionar em busca de novos conhecimentos, porque o que nós foi possível encontrar com o guia atual já foi absorvido, o modelo já está esgotado. Buscamos então novos paradigmas. Reinou durante séculos a conhecida mecânica Newtoniana que determinava que o universo funciona como uma máquina. O tempo e o espaço seriam valores absolutos. O observador e o objeto são completamente independentes. Conhecidas as condições iniciais e as forças que atuam no objeto é possível prever sua localização no tempo e no espaço. Tudo comprovado pelas formulas matemáticas “absolutas”. Einstein provou que a simultaneidade de acontecimentos muito distantes não pode ser comprovada. Não havendo simultaneidade universal o tempo e o espaço absoluto de Newton desaparece. Cientistas provaram que não é possível medir um objeto sem interferir nele. Foi estabelecido por Heisenberg o princípio que determina que nos só conhecemos do real aquilo que introduzimos no objeto observado, por isso as leis físicas são apenas prováveis. O salto quântico prova a impossibilidade de sabermos onde se localiza uma partícula em determinado momento. Cai por terra o determinismo causal. Hoje o teorema da incompletude de Godel põe um cheque esta certeza matemática - ele diz que para todo sistema matemático formal e fechado criado por axiomas fundamentais depois de certo grau de complexificação o sistema começa a “cuspir” respostas que não poderão ser provadas NUNCA pelos axiomas que fundamentaram essa matemática. Finalmente a ciência se demonstra ineficiente a resolver os problemas da humanidade. Apesar de sua inegável utilidade, sabemos que ela não está acessível a todo mundo. Paises pobres e dominados pelo poder internacional não têm recebido nada dos benefícios da evolução científica. Quando pode perceber essa evolução o faz ao sentir o poder das armas modernas das grandes potências a determinar que o lugar destes pequenos países no mundo. Tanta evolução tecnológica e ainda milhões de pessoas morrem de fome frio e doenças erradicadas há décadas em paises evoluídos. Tanta evolução nas ciências sociais e, no século passado, as duas guerras demonstraram o que o ser humano ainda é capaz de fazer com seu semelhante. A antropologia que estudava os selvagens localizados longe da civilização européia encontrou os mesmos selvagens nos gabinetes suntuosos do poder. E ainda hoje testemunhamos invasões de paises pobres por potências arrasadoras em busca de domínio internacional. É isso que as ciências nos trouxe? Guerra tecnológica, bombas nucleares, vírus poderosos, fome, morte, doenças, miséria e inanição. A tecnologia possibilita viagens espaciais e não possibilita aplacar a fome no mundo. É isso que queremos? É essa a finalidade de toda pesquisa? Algo está errado e precisamos evoluir para novas formas de pensar a finalidade da ciência. Se ela não serve ao bem estar de todos não tem razão de existir. Essa ciência pura não nos diz nada a respeito da vida, de nossas atitudes, de nossa busca pela felicidade, nada sabe do mundo interior. Talvez por isso lhe falte o principal para ser um guia eficiente e completo ao ser atual. Mas como este é o guia que dispomos e agora não nos serve mais, chegamos ao ponto em que devemos buscar novos rumos. Onde está a saída, será que estamos sozinhos pela primeira vez na história universal ou será que o pai já proporcionou este guia e só nos falta os olhos de ver e os ouvidos de ouvir para reconhecer os novos paradigmas oferecidos pela Consciência Suprema do Universo, por intermédio de espíritos abnegados e caridosos, como por exemplo, Allan Kardec e Francisco Candido Xavier? |
| Última atualização em Qua, 31 de Março de 2010 16:19 |


